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O Dia Internacional da Saúde Feminina celebra-se anualmente no dia 28 de Maio.

 

A institucionalização deste dia remonta a 1984, altura em que decorreu na Holanda o IV Encontro Internacional da Mulher e Saúde e que foi o percursor do V Encontro Internacional da Mulher e Saúde, realizado três anos depois em 1987 na Costa Rica.

 

Neste encontro, organizado pela Rede Global das Mulheres pelos Direitos Reprodutivos (Women's Global Network for Reproductive Rights), foi proposto e aprovado o dia 28 de Maio como a data que viria a tornar-se uma referência para a reflexão e a dinamização de uma série de atividades e ações de sensibilização subordinadas ao tema dos direitos das mulheres à saúde e maternidade segura.

 

 

Atualmente, a celebração deste dia tem como objetivo alertar a população em geral e as mulheres em particular, para as desigualdades ainda existentes entre homens e mulheres no acesso aos cuidados de saúde, assim como para a importância do respeito pela saúde feminina, reprodutiva e sexual, com as suas patologias e sintomas específicos, nas diferentes fases da vida da mulher.

 

O respeito pela nossa saúde começa com a atenção e grau de prioridade que nós lhe dedicamos na azáfama do dia a dia, por isso esteja atenta ao seu corpo e a todos os sinais que ele lhe dá.

 

Os sinais são de ouro, quer seja apenas uma sensação de cansaço que a obriga a desacelerar, um aumento de peso que sugere um reforço na prática de exercício físico, um desconforto abdominal que pede uma revisão na alimentação ou mesmo um incómodo que exija a marcação de uma consulta de ginecologia, por exemplo.

 

Heis alguns dados sobre os quais vale a pena refletir...

  • As mulheres têm maior taxa de enfermidade do que os homens
  • As mulheres vivem mais do que os homens
  • As mulheres consultam mais o médico do que os homens
  • Os homens têm 4 vezes mais probabilidade de cometer suicídio do que as mulheres
  • As mulheres têm maior probabilidade de sofrer de depressão do que os homens
  • Existem mais mulheres incapacitadas do que homens

Este dia também serve para alertar as mulheres, para as doenças femininas típicas.

Todas elas merecem uma atenção especial.

Para prevenir males maiores a mulher deve estar atenta a todos os sinais.

Assim, irá conseguir reconhecê-las com tempo – o que resultará num tratamento e consequente recuperação mais rápida.

 

DOENÇAS FEMININAS MAIS COMUNS:

ENDOMETRIOSE

É uma doença silenciosa, que afeta muitas mulheres em idade reprodutiva. Os sintomas, esses, são difíceis de identificar, pois resumem-se a dores intensas e cólicas, que o sexo feminino identifica como “dores de menstruação”. A endometriose é uma doença em que as camadas similares ao endométrio (membrana mucosa que reveste o útero) se desenvolvem fora dele, provocando dores fortes na zona dos ovários, abdómen e útero.

FIBROMIOMA

Outra doença de difícil diagnóstico, pois não padece de qualquer sintoma. É um tumor benigno (que tanto pode ter o tamanho de uma noz, como de um fruto muito maior), que se forma na superfície ou interior do tecido muscular do útero. Embora a lesão seja silenciosa há sinais que a identificam, como a perda de sangue fora da menstruação e a anemia.

CANCRO DO COLO DO ÚTERO

Portugal é o País da Europa Ocidental com a taxa de incidência mais elevada deste tipo de cancro. Esta é uma doença que resulta da infeção do vírus HPV (Human Papiloma Virus), que começa por trazer lesões benignas e, quando não tratado, malignas. É muito importante que vá ao ginecologista de seis em seis meses fazer o despiste desta doença!

A incidência do cancro do colo do útero é de cerca de 900 novos casos por ano. O seu desenvolvimento é silencioso, pelo que não se deve esperar pelos sinais de alarme – corrimento vaginal anormal, dor e perdas de sangue durante ou após a relação sexual. A prevenção através do rastreio regular (teste de HPV e/ou citologia) é fundamental para evitar este tipo de cancro.

CANCRO NA MAMA

Estima-se que cerca de 85% das mulheres estão bem após cinco anos de lhe ter sido diagnosticado cancro na mama. Embora o número seja satisfatório, é muito importante que haja um controlo anual, para que quando diagnosticada, a doença seja tratada o mais rápido possível.

VULVOVAGINITE

Doença que atinge maioritariamente mulheres na menopausa. Causada por uma inflamação simultânea da vulva e da vagina, a vulvovaginite pode ser causada por bactérias, fungos, gonorreia ou, até mesmo, substâncias químicas de sabonetes ou gel de banho.

 

 

Além destas doenças exclusivamente femininas, há as que são comuns aos homens, mas que começa a haver maior incidência em mulheres como as doenças cardiovasculares.

Alguns fatores de risco como diabetes, depressão, hipertensão, obesidade e tabagismo – comuns a homens e mulheres -são mais nocivos ao organismo feminino que ao masculino.

Além disso, as mulheres ainda contam com outros agravantes, como o uso da pílula anticoncecional, que associada ao hábito de fumar, aumenta a síntese no fígado de fibrinogénio – substância que desempenha um papel importante na coagulação do sangue.

 

É bom lembrar sempre que a prevenção continua a ser o “melhor remédio”, seja para homens ou mulheres.

As mulheres de todas as idades devem fazer uma visita anual ao médico.

 

Nos países em vias de desenvolvimento, muitas jovens e mulheres são ainda vítimas de discriminação no acesso aos cuidados de saúde, com base em fatores socioculturais.

 

Neste dia de ação, governos, agencias internacionais, organizações civis e outros tipos de entidades unem-se na promoção da saúde feminina.

 

 

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